22 nov

#56 [Cá entre nós] Como criar um podcast e porquê #Degêcast 5 anos!

Vitrine do episódio 56 do Degêcast, quadro Cá entre nós, sobre Como criar um podcast e porquê. Crossover com o Publicast.

Fala, galera! Sejam muito bem-vindos e muito bem-vindas ao Degêcast. Diretamente dos estúdios do Centro Universitário Barão de Mauá (#sqn), em Ribeirão Preto – SP, eu sou Alberto G. P. Oliveira, e hoje estou acompanhado do meu caro colega Marcel Moreira, professor e coordenador de cursos de pós-graduação e o mais novo podcaster da cidade. Vamos dar as boas-vindas ao Publicast, o podcast dos cursos de comunicação da Estácio! Hoje nós fizemos um crossover: um mesmo episódio que será publicado pelos dois podcasts: tanto no Degêcast, quanto no Publicast, e vamos falar sobre como criar um podcast e porquê. Conheça o trabalho deles clicando aqui.

# Degêcast 5 anos!

Hoje também é um dia muito especial para nós: há exatamente 5 anos atrás, em 22 de novembro de 2013, publicávamos o primeiro episódio do Degêcast. Foi a primeira parte, de duas, do episódio piloto, em que cobrimos a realização da I Semana de Design da Barão. Eu, Alex Santana, Mariana Propheta e Caio Loss, entre diversas tentativas, formamos essa primeira equipe do Degêcast. Não tínhamos estrutura nem equipamento, mas entre trancos e barrancos gravamos e publicamos os primeiros episódios.

De lá pra cá muitas pessoas passaram pelo Degêcast: prof. Giba, responsável pelo nosso logo, Felipe Silva, Caio Martins, Lettícia Figueiredo, Emerson Stark… Atualmente, nossa equipe é formada por Murillo Fernandes, Tatiana Bagdonas – a estagiária que virou chefe – e uma menção honrosa a Alyson Ambrósio, que continuou editando os programas mesmo depois de formado.

Foram mais de 70 episódios, 20 mil downloads e dezenas de milhares de caracteres. Nem sei contar quantos convidados passaram por aqui compartilhando suas experiências com a gente! Experimentamos formatos novos, escrevemos artigos, produzimos conteúdo. Não é muito, é verdade. Tem podcasts com menos tempo que a gente e que já publicou mais episódios e que tem um alcance maior que o nosso. É um pequeno passo para o podcast, mas um grande passo para nós…

O objetivo do Degêcast sempre foi estimular os estudantes a conhecer mais, a ir além, a se aprofundar nos temas de seu interesse. Produzir conteúdo é também uma forma de se forçar a pesquisar e de procurar as melhores palavras pra contar pra todo mundo como esse assunto é legal e como ele pode mudar a sua vida!

Esse objetivo tenho certeza que cumprimos! A “sala de aula” de cada episódio do Degêcast tem alguns professores e centenas de estudantes. Ponto para a educação não formal!

Dia do podcast

No dia 21 de outubro, a podosfera brasileira comemora o Dia Nacional do Podcast. A data remete ao primeiro podcast tupiniquim publicado, o Digital Minds, de Danilo Medeiros. Queremos aproveitar a ocasião pra celebrar também essa mídia que a gente gosta tanto!

Podcasting significa enviar um arquivo de mídia por meio de um feed RSS. Esse tal de feed é uma tecnologia que permite que usuários assinem e recebem todo novo conteúdo publicado em um podcast, um jornal, um blog, um site… É tipo assinar o jornal e receber na porta da sua casa cada nova edição publicada, só que é de graça e digital.

O termo foi cunhado em 2004 pelo então VJ da MTV Adam Cury e faz uma menção ao iPod, ao mesmo tempo que é um acrônimo para personal on demand, pessoal e sob demanda. Nós já falamos em detalhe sobre as origens do podcast e suas principais características e vantagens no artigo do episódio #39.

PodPesquisa 2018

Realizada pela Associação Brasileira de Podcasters, a ABPod, a PodPesquisa 2018 é a maior e principal pesquisa sobre a mídia podcast do Brasil, talvez do mundo. É um questionário que foi respondido por quase 23 mil pessoas e traz dados interessantíssimos sobre ouvintes e produtores de podcast no Brasil: gênero, faixa etária, renda mensal, grau de retenção, nível de engajamento, hábitos de consumo de podcast, entre muitos outros.

Vou citar alguns que chamaram mais minha atenção.

  • 92% dos respondentes ouvem podcasts pelo celular. Claro, é muito mais prático! Tá tudo no seu bolso! Eu mesmo baixo os programas e monto uma playlist pra ir escutando ao longo dos dias. Com certeza podcast hoje é minha principal fonte de informação.
  • O tempo médio ideal de duração de cada episódio é de 1h a 2h, sendo que entre 30 e 60 min. também é uma boa pedida. Mesmo os episódios mais longos retém a atenção dos ouvintes: mais de 90% dos respondentes ouvem todos os episódios até o fim. Eu, inclusive! Já perdi as contas, mas hoje assino cerca de 30 podcasts ou mais. Desses, acompanho regularmente uns 10. Estou exatamente na média, segundo o questionário, que é de 10 podcasts por pessoa.
  • Entre os respondentes, 1.405 declararam-se produtores de podcast. Mais da metade deles gasta no máximo até R$ 50 pra produzir seus programas. Fantástico, né? A TeiaCast, repositório de podcasts brasileiros mantida por Thiago Miro, do Mundo Podcast, conta hoje com 2.153 podcasts em sua base, sendo 1.730 ativos, ou seja, que publicaram pelo menos um episódio nos últimos 12 meses. É muito podcast nesse Brasilzão, gente!

Podcast, mídia livre

Sempre sonhei em fazer parte de um veículo independente de comunicação, que não tivesse amarras editoriais nem comerciais. Não vou entrar no mérito dessa discussão, que é bastante profunda, mas pra além de ingenuidades de um jovem idealista, o podcast me permite essa liberdade. Liberdade não só de expressão, mas de pautar temas que penso serem relevantes. Um espaço pra ter voz, pra dar voz a outros, pra ouvir e ser ouvido. Isso é muito importante! O podcast oferece tudo isso!

É diferente ter seu conteúdo em uma plataforma de terceiros, como YouTube e o próprio Facebook. O que você publica lá é deles. A qualquer momento pode “dar um ruim” danado e você perder acesso às suas produções. Não que eu ache que isso vá acontecer, pelo menos não tão cedo, mas é um risco que se corre quando utilizamos o espaço de outro alguém, certo? Com um feed e um site próprios, um podcaster não corre esse risco.

Como criar um podcast e porquê?

Vamos supor que, assim como eu, você gosta tanto de ouvir podcasts que algo em você te faz querer ter seu próprio programa. Isso é muito possível! Selecionei aqui algumas dicas pra você dar os pontapés iniciais.

  1. Primeiro, é importante você definir a temática, o formato e a linguagem que você quer pro seu podcast. Vou linkar aqui o canvas para podcast, adaptado pela Kell Bonassoli, que pode te ajudar bastante com essas e outras definições iniciais.
  2. Ter um site é opcional – basta ter o tal do feedmas eu recomendo fortemente que você tenha um. Fica mais fácil pras pessoas encontrarem seu podcast por outras vias e você ganha um espaço extra pra alocar links, imagens e outros “anexos” ao seu programa em áudio. Soluções como o aplicativo Anchor permitem que você tenha um podcast, com feed, sem necessariamente ter um site.A melhor solução é usar o WordPress e instalar o plugin da Blubrry. Ele te ajuda a configurar seu feed e a se cadastrar nos principais repositórios de podcast, como o antigo iTunes, agora Apple Podcasts, Google Podcasts, Stitcher, YouTuner, até no recém-chegado Spotify Seu feed fica configurado bonitinho e padronizado, além de estar disponível em virtualmente todos os aplicativos para ouvir podcasts e de te oferecer gratuitamente estatísticas de download dos seus episódios.
  3. Você também vai precisar de um lugar pra hospedar seus arquivos de áudio. Se seu podcast for predominantemente vocal, salve-os em formato MP3, com bitrate de 96 kbps. É suficiente pra ouvir com clareza e nitidez, e os arquivos não ficam tão grandes.
  4. É importante que você se preocupe com a qualidade de captação do áudio. Não precisa começar já investindo nos melhores microfones, mas nitidez e clareza é sinal de respeito com seu ouvinte. Preocupe-se bastante com isso!

E pra concluir…

Fico feliz que tenhamos chegado até aqui. Estou falando tanto do Degêcast quanto do texto, que ficou longo (rs). Faço questão de te agradecer pela atenção dispensada e pelo apoio! O Degêcast – e qualquer outro projeto de publicação – não é nada sem seu ouvinte, sem seu leitor. Tudo que fazemos é pra trazer pra você bons conteúdos, pontos-de-vista interessantes sobre temas relevantes, de forma divertida e informativa. Dá trabalho, mas a gente se diverte – e muito!

Como sempre, finalizo pedindo seu feedback. Como você conheceu o Degêcast? Qual seu episódio preferido? Tem vontade de começar seu próprio podcast? Quantos e quais podcasts você acompanha? Queremos muito saber o que você tem a dizer! Deixe um comentário aqui no post e vamos ampliar essa discussão.

E com isso, o Degêcast #56 fica por aqui. Obrigado pela sua companhia, um abraço, tchau, tchau!

Links citados

Créditos

Trilha sonora:

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Degêcast, abreviação abrasileirada de Design Gráfico, é um podcast desenvolvido por estudantes e professores do curso de Design Gráfico do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto – SP.

Assine o Degêcast no seu celular ou no iTunes pelos links abaixo, dê play no reprodutor para ouvir agora ou faça download do arquivo mp3 e escute offline no seu celular ou computador.

15 set

#17 – Mini bio: Alex Soares

Vitrine do episódio 17, com logo do degêcast mesclado com ilustração de um duelo no faroeste

Você já conhece a nossa campanha? O degêcast quer promover o design caipira, e para isso queremos ouvir a sua história. Se você é designer e está no interior, manda a sua “mini bio” pra gente! Vamos ler durante o programa, trocar ideias sobre o assunto ou, quem sabe, você pode ser o nosso convidado pra contar pessoalmente a sua história em um dos nossos episódios!

No degêcast #17, recebemos Alex Soares, ouvinte do programa, designer e ilustrador. Ele mandou pra gente a sua mini biografia, mas não achamos tão mini assim! Resolvemos convidá-lo pra contar ele mesmo um pouco da sua história no design: como começou, sua trajetória, influências… Rolou um bate-papo bem bacana que você confere apertando o play. Ah! Depois de ouvir corre lá e manda a sua!

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18 ago

degêcurta #03 – Finda-Cosmos

Vitrine do degêcurta número 3, com logo do degêcast mesclado com imagens do quadrinhos Finda-Cosmos

Depois do sucesso da campanha do livro em quadrinhos Rastros no Catarse, o coletivo Bananazebra está com um novo projeto na plataforma de financiamento coletivo: o Finda-Cosmos. Suspense policial, gráficos lindos e uma narrativa primorosa são algumas das palavras-chave para descrever essa intrigante estória.

Voltando das férias com um degêcurta, o degêcast recebe novamente Guilherme Grassi e João Lucas, do Bananazebra, para falar sobre o atual status da bem-sucedida Rastros, e principalmente para nos contar um pouco mais sobre a Finda-Cosmos. Cative-se você também e apoie o projeto! Os links estão a seguir.

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07 maio

Resenha: O que é [e o que nunca foi] design gráfico – parte 4

Forma, função, método e simbolismo. São os quatro aspectos utilizados por André Villas-Boas para definir design gráfico em seu livro O que é [e o que nunca foi] design gráfico. Nesse post iremos analisar os aspectos metodológicos, conforme apresentados pelo autor.

Aspectos metodológicos

Para que uma atividade seja considerada design gráfico – ou que um objeto seja enquadrado como um produto de design gráfico – é preciso que haja uma metodologia. Uma metodologia projetual, que sintetiza-se no tripé problematização, concepção e especificação. Metodologia essa que permita ao profissional ter controle sobre as variáveis envolvidas no projeto e fazer opções dentre as alternativas de consecução deste projeto, de acordo com testes realizados anteriormente. Metodologia, enfim, que é a própria razão de ser do design gráfico.

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21 abr

Resenha: O que é [e o que nunca foi] design gráfico – parte 3

Dando continuidade à sequência de posts com a resenha do livro de André Villas Boas que dá título a esse post, iremos analisar nesse texto os aspectos funcionais-objetivos, ou seja, de função, que o autor utiliza como critério para definir uma peça como sendo um projeto de design gráfico (leia também a parte 1 e a parte 2 dessa resenha).

Aspectos funcionais-objetivos

No aspecto funcional-objetivo, são peças de design gráfico projetos gráficos que, utilizando elementos visuais (textuais ou não), têm como finalidade comunicar uma mensagem ou persuadir o observador, guiar sua leitura ou vender um produto. Esta definição exclui o design informacional – que tem como compromissos essenciais a comunicação imediata, a usabilidade e os aspectos ergonômicos, tais como peças de sinalização, manuais de instrução, bulas de remédio, etc.

Mas por que Villas-Boas faz essa diferenciação?

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14 abr

Resenha: O que é [e o que nunca foi] design gráfico – parte 2

Na parte 1 dessa resenha, vimos que definir design gráfico não é uma tarefa simples. Se tentarmos sintetizar em uma única frase, corremos o risco de pecar pela imprecisão da definição apresentada. Por outro lado, se incluirmos muitos casos específicos e peculiares, fica difícil abarcar todos esses casos na definição.

Vimos também que André Villas-Boas apresenta quatro aspectos básicos que precisam ser levados em consideração para definir design gráfico:

– formais;
– funcionais-objetivos (ou somente funcionais);
– metodológicos;
– funcionais-subjetivos, (ou simbólicos).

Aqui, na parte 2 da resenha de seu livro O que é [e o que nunca foi] design gráfico, vamos analisar os aspectos formais propostos pelo autor.

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07 abr

Resenha: O que é [e o que nunca foi] design gráfico – parte 1

Se definir “design gráfico” fosse tarefa fácil, esse problema já estaria resolvido a essa altura do campeonato – pleno século XXI, comunicação visual presente em alta escala em nosso dia a dia, etc.

Esse post não tem como objetivo encerrar o assunto. É apenas uma resenha da primeira parte do livro de André Villas-Boas que dá título a este post, em que ele apresenta elementos interessantes para pensarmos essa questão.

Como uma boa pesquisa acadêmica (o livro nasceu de sua dissertação de mestrado), sua visão é restritiva, ou seja, define circunstâncias bem específicas para enquadrar objetos dentro do campo do design gráfico.

Design gráfico é arte? Está atrelado à revolução industrial? Vamos analisar estes e outros pontos no texto a seguir.

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