23 nov

#33 [Agenda] Banco de imagens: como criar conteúdo?

Vitrine do quadro Agenda do episódio 33 do Degêcast sobre Banco de imagens: como produzir conteúdo?, com uma câmera fotográfica antiga dentro de um losango laranja

O que é um banco de imagens?

Quem já fez uma produção como freela possivelmente usou um banco de imagens. Muito consumidos pelo mercado publicitário e editorial, os bancos de imagens são alimentados diariamente por usuários que produzem as peças gráficas que compõem o acervo.

Bancos de imagens são plataformas virtuais que disponibilizam ao usuário o direito de utilização e reprodução de algumas imagens, vetores e vídeos, entre outros ativos, por meio da compra desses produtos. As imagens não podem ser baixadas ou copiadas dentro do banco já que são protegidas por rígidos sistemas de segurança e só podem ser utilizadas de acordo com regulamentação do próprio site.

Com os grandes desafios enfrentados hoje devido à baixa do mercado e altas taxas de desemprego, produzir conteúdo para bancos de imagens tem sido uma opção válida e até rentável para freelancers, dependendo da quantidade da quantidade de imagens colocadas na plataforma, quantidade de downloads obtidos, etc.

Os rendimentos a longo prazo são bons e há quem viva disso. As formas de cobrança são via pacotes em que o usuário compra uma cota e tem direito a baixar uma quantidade de imagens por mês, e cada imagem baixada rende alguns centavos para o contribuidor. Quanto maior a quantidade de imagens que o contribuidor colocar no acervo, maior é o rendimento. Outra forma é a compra de uma única imagem. Nesse caso, o custo será maior e renderá mais dinheiro ao contribuidor.

Como funciona um banco de imagens?

Como dissemos anteriormente, um banco de imagens é uma plataforma virtual de armazenamento, segurança e venda de direito à reprodução de uma imagem produzida por contribuidores, especializados ou não.  Existem dois grupos principais que utilizam bancos de imagem: os compradores e os contribuidores.

Contribuidores são aqueles que produzem as imagens e as disponibilizam na plataforma. Em geral eles são fotógrafos, profissionais da área de publicidade, design gráfico, entre outros. Esses contribuidores submetem as produções ao banco escolhido para aprovação. É necessário cumprir diversos requisitos para incluir uma imagem em um banco como, por exemplo, qualidade, tipo de uso e principalmente as licenças e autorizações de veiculação de imagem para casos em que aparecem pessoas nas imagens.

Já os consumidores, em geral, são designers, publicitários, mercado editorial, profissionais de marketing e mídias sociais, do mundo corporativo, produtores de conteúdo para blogs, entre outros.

Como produzir conteúdo para banco de imagens?

Apesar dos rigorosos procedimentos que as plataformas exigem do contribuidor, qualquer um pode submeter uma imagem, que pode ser produzida utilizando diversos tipos de equipamentos, sejam câmeras fotográficas de altíssima qualidade ou até mesmo smartphones.

A dica valiosa aqui é conhecer um pouco sobre fotografia, ilustração vetorial e produção de vídeos, analisar o nicho que você deseja produzir e pensar em:

Qualidade

Pense sempre na qualidade das imagens que você estiver produzindo. Visualize o enquadramento, plano de fundo, captura e, principalmente, pense com antecedência na narrativa da imagem. Assim você consegue otimizar a quantidade de cliques e principalmente a quantidade de imagens boas para enviar às plataformas. Além disso, quando você demonstra domínio do que faz, fica mais fácil vender e angariar novos clientes nesses canais.

Saiba quem é o seu público e o que ele deseja

Você não precisa fotografar e filmar tudo, tampouco fazer diversos estilos de vetores. O que você precisa é conhecer o seu público e investir em um nicho. Você pode escolher trabalhar com vários tipos ou mais de um estilo, mas quando você conhece seu público ou o nicho para o qual você está produzindo fica muito mais fácil acertar o clique.

Siga tendências

Busque referências, selecione temas que estão em alta na internet e nas mídias sociais e produza em cima disso. Parece bobagem, mas a maior queixa dos consumidores de bancos é não ter imagens relacionadas às tendências e fatos que estão acontecendo no momento. Portanto, fique sempre atento!

Valorize o clássico

Sim, clássicos se vendem. Seja genérico na medida certa e tudo dará certo. Aposte em fotos trending topics, mas produza imagens generalistas, como crianças felizes, famílias, animais, entre tantas outras. As imagens e vídeos genéricas não tem prazo de validade, logo são um bom investimento.

Use luz natural

Além de ser muito mais bonita, a luz natural te priva de alguns gastos com iluminação, que no início são altos. As imagens de luz natural são muito bem aceitas e tem uma narrativa feliz e despojada. Se esse for o seu nicho, use-a sem moderação.

Pense como um documentarista

Pense nas suas imagens com singularidade. Naquele momento único, observe atentamente cada movimento e abrace a diversidade. Nunca se esqueça de que as imagens representam algo real, por isso dê esse tom às suas imagens.

Busque referências e esteja atento à demanda

Nunca deixe de se inspirar em outros trabalhos, filmes, documentários, séries, etc. As referências que você agrega ao seu trabalho são também uma forte construção para o mesmo. Fique atento também às demandas sugeridas pelos próprios bancos, eles sabem o que as pessoas estão buscando e querem que você produza isso.

Como funcionam as licenças da imagem?

Existem diversos tipos de imagens e consequentemente de licenças de uso. As mais comuns são:

Royalty Free (RF)

Nesse modelo a taxa de download é única e o comprador tem a permissão para usar quantas vezes quiser. É importante seguir e respeitar os termos de uso do contrato estabelecido pelo banco. Os custos são baixos, existe flexibilidade de uso e também são muito procuradas pelos consumidores.

Right Managed (RM)

Em português significa direitos controlados, ou seja, essa licença é destinada àqueles que desejam materiais exclusivos. São imagens com produção de qualidade e custo superior e funciona como uma “locação” do seu direito de uso. Os valores são variáveis e também funcionam  como um sistema on demand  em que o cliente informa parâmetros ao site. São incluídos também o tipo de uso dessa imagem, categorias a que ela pertence, etc.

Direitos autorais

Essa é a proteção legal do autor de um trabalho criativo, que garante o uso exclusivo de exibição, veiculação, reprodução, distribuição e exploração financeira. Direitos autorais são protegidos por lei e privam o uso dessa imagem caso não haja permissão expressa do contribuidor.

Em quais sites posso vender minhas imagens?

Existe uma infinidade de plataformas de banco de imagens. As mais conhecidas são:

Cada uma possui uma forma de contrato, algumas com upload free, outras com limite de envio. Algumas oferecem mais vantagens que outras, dependendo do seu estilo, e o melhor é que você pode colocar as mesmas imagens em mais de uma plataforma.

Além dos bancos mais famosos existem ainda aqueles que são especializados, como StockFood, um banco para quem trabalha com gastronomia e afins; Solutions, para quem trabalha com fotografias aéreas e muitas outras. O Brasil também possui alguns sites, como Easypix e Imagem Brasil.

Dicas

Sempre que submeter uma fotografia com pessoas, lembre-se da autorização do(s) modelo(s) ou model release. Quando submeter uma imagem a uma plataforma ela passará por avaliação antes de serem publicadas. Imagens com problemas na iluminação, nitidez, poeira, ruído, desajustes de cores, entre outros, possivelmente não serão aceitas. Fique atento e seja criterioso com o seu trabalho. Caso elas não sejam aceitas, não desanime e aprenda com isso.

Quando for produzir, pense nas suas imagens como um comprador. Pense no ângulo e no enquadramento cuidadosamente. Para ajudar, pense nas palavras-chaves e descrições da sua produção. Lembre-se que a definição da palavra-chave e possíveis usos são a forma como o comprador irá pesquisar nos mecanismos de busca.

Por fim, fique atento ao calendário.Isso porque datas comemorativas, como dia das mães, dia dos namorados, natal e outros geram campanhas publicitárias e são os momentos em que os consumidores mais buscam imagens.

E no episódio de hoje…

O Alberto G.P. Oliveira e a Tatiana Bagdonas receberam o Paulo Nabas e o André Nery para falar sobre como funciona um banco de imagens, dicas e curiosidades sobre esse ramo e para divulgar o curso “Produção de conteúdo para banco de imagens“. Inclusive, tem brinde especialmente para os ouvintes do Degêcast. Tudo isso e muito mais você confere ouvindo esse podcast que ficou sensacional. Dá logo o play e aproveite!

Links importantíssimos

O curso

Voltado para profissionais, fotógrafos, jornalistas, publicitários, videomakers, ilustradores 2D e 3D e também para os amantes da fotografia, o curso facilita o conhecimento dos métodos de envio para bancos de imagens e escolha de arquivos para venda. Confira o conteúdo programático:

Aula 1

  • O que é ‘Stock Images’;
  • Tipos de conteúdo para ‘Stock Images’;
  • Qual a função de um banco de imagens: quando usar?
  • Opções de bancos de imagens;
  • Conteúdo exclusivo e não exclusivo;
  • Propriedade intelectual, direitos autorais e marcas dentro do conteúdo;
  • Cadastro na Shutterstock;

Aula 2

  • Ganhos: ‘contributor’ e ‘referred’;
  • Visão do contribuidor: o que e em que pensar quando for produzir;
  • Imagens comerciais X editoriais;
  • Primeiro envio;
  • Regulamento de envio;

Aula 3

  • Análise da qualidade do arquivo (fotos);
  • Inclusão de metadados: Adobe Bridge (título, descrição, keywords);
  • Motivos de rejeição de imagens;

Aula 4

  • Prática: produção de conteúdo, edição, inclusão de metadados na plataforma e upload.

Material didático criado especificamente para o curso, com base fornecida pela Shutterstock e com possibilidade real de ganhos diretos após a aceitação na plataforma dos bancos de imagens

  • Quando: 05, 07, 12 e 14 de dezembro, das 19h às 22h
  • Onde: Laboratório de inovação GAS, na unidade Itatiaia da Barão, que fica na Avenida Itatiaia, 1176
  • Custo: R$ 300,00
  • INSCREVA-SE! https://goo.gl/egjq73 (VAGAS LIMITADAS)

Obs.: todos os participantes terão direito a receber um kit de brindes Shutterstock na primeira aula. Serão duas opções de kits:

  • Kit 1: Pendrive, pano de limpeza para lente, adesivo;
  • Kit 2: Alça de câmera, pano de limpeza para lente, adesivo;

Mande um e-mail para o prof. Paulo Nabas dizendo que ouviu falar do curso no Degêcast e ganhe um kit extra!

Por que fazer o curso?

Professor: Paulo Eduardo Canedo Nabas

Publicitário com pós-graduação em Design Gráfico. Docente do Centro Universitário Barão de Mauá desde 2007 e colaborador da empresa Shutterstock desde 2013.

Atuou como diretor de arte em diversas agências de publicidade de Ribeirão Preto entre 2000 e 2004 ano em que ingressou como designer e coordenador de criação na empresa Ouro Fino Saúde Animal. Um profissional que transformou seu hobby em fotografia em trabalho e desde então não parou mais de fotografar.

Degê Indica

Créditos

Trilha sonora por Kolic.

Degêcast, abreviação abrasileirada de Design Gráfico, é um podcast desenvolvido por estudantes e professores do curso de Design Gráfico do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto – SP.

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